Edição 004 | Outubro/Novembro 2009
Cinthia Rodrigues e Gustavo Heidrich

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Duas escolas com alunos de perfil socioeconômico e cultural semelhante e pertencentes à mesma rede de ensino nem sempre têm o mesmo desempenho nas provas de avaliação externa. O que ocorre em cada uma delas para justificar a diferença? Por acreditar que é a gestão escolar que garante um resultado melhor (ou pior), a Fundação Victor Civita (FVC) realizou o estudo Práticas Comuns à Gestão Escolar Eficaz, com patrocínio da Abril Educação-Ser, do Instituto Unibanco e do Itaú BBA.
Entre abril e setembro, 14 pesquisadores coordenados pelo cientista político Fernando Luiz Abrúcio, professor de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo, estudaram dez escolas em quatro municípios de São Paulo. Para chegar a elas, foi utilizado um modelo estatístico criado por Francisco Soares, da Universidade Federal de Minas Gerais (leia mais no quadro abaixo).
Divididas em pares (duas unidades em condições semelhantes, mas com resultados diferentes na Prova Brasil), elas foram visitadas e analisadas, e a conclusão é que, sim, as que têm uma gestão mais eficaz são as que obtêm notas melhores. Segundo o estudo, são quatro os "segredos" da boa gestão escolar, aspectos que podem ser replicados em todo o país para melhorar a aprendizagem.
- A formação dos gestores.
- A capacidade do diretor de integrar todas as áreas de atuação no dia a dia.
- A atenção dedicada às metas de aprendizagem, medidas nas avaliações externas.
- A habilidade para criar um clima positivo de trabalho na escola.
MAPA INTERATIVO
Experimente navegar em um mapa interativo e descubra exemplos de integração das diversas áreas da gestão.
Em foco, o "efeito escola"
A escolha das dez escolas analisadas partiu de um modelo estatístico batizado de "efeito escola". Partindo dos resultados da Prova Brasil, o professor Francisco Soares, da UFMG, retirou os fatores externos que podem interferir no desempenho dos alunos (condição social e econômica das famílias e do entorno). Isso permite afirmar que duas ou mais escolas têm situação semelhante - e, com base nessa informação, tentar entender por que elas obtêm notas diferentes. "A intenção é medir a influência das ações de dentro da própria escola, especialmente as de gestão", explica Soares. Os pesquisadores fizeram 152 entrevistas, organizaram 25 grupos de discussão com a comunidade e acompanharam 15 reuniões das equipes gestoras, 14 encontros pedagógicos e 15 aulas - em oito unidades municipais e duas estaduais de quatro municípios paulistas.
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lucinea santos siqueira - Postado em 24/11/2009 12:57:30
Parabenizo a toda equipe que sempre oferece assuntos dosquais estou indecisa e sempre que recebo a revista, parece que adivinham o que estou querendo saber, de maneira clara e objetiva; gostei muito da reportagem que fala sobre os pontos importantes de uma reunião produtiva, onde li o material e distribui para todos na escola; chegou em hora certa, pois muitos reclamam de reuniões; estou aprendendo muito com todas as reportagens, pois assumi o cargo de diretora a 1 ano e estou encontrando algumas dificuldades e dúvidas quanto a essa posição. Acredito que depois que saiu essa revista sobre gestão, muito já aprendi e farei até uma pós em gestão pública onde sei que a revista gestão muito me ajudará, parabens por mais essa iniciativa brilhante.Lucinea, diretora APAe de Ilicinea MG
Márcia Gallo - Postado em 21/11/2009 21:24:44
Parabéns à equipe da revista pela elaboração do Mapa Interativo. Além de muito prático e objetivo, oferece uma visão integral das diferentes frentes em que o gestor tem que atuar, demonstrando como a atividade gestora é abrangente. É muito interessante conhecer as experiências pelas quais alguns gestores passaram e obtiveram sucesso. Forte abraço a todos, Márcia Gallo - Diretora da EME Profª Alcina Dantas Feijão - São Caetano do Sul
Fernando David Gomes Jardim - Postado em 08/11/2009 21:06:25
Sou o diretor retratado em "Comissões de apoio" e gostaria de esclarecer que trabalho na E.E. Caminho à Luz há 31 anos - 25 só no atual prédio. Nunca quis criticar especificamente a gestão anterior e sim fazer um comentário no sentido geral de como era a rotina antigamente. Hoje e antes, quando atuava em sala de aula como professor, procurei mostrar a todos a importância da efetiva participação nas várias instâncias deliberativas da escola, tais como colegiado escolar e reuniões pedagógicas. Quando assumi a direção, fiz questão da participação dos vários segmentos representativos da escola. Por isso pedi que os funcionários dessem sugestões sobre como resolver algumas questões e, ao perceber que os palpites foram bem recebidos, eles perceberam que não havia o que temer ao se expor. Atenciosamente, Fernando David Gomes Jardim