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Criança e Adolescente

Agosto de 2009

O que é bullying?

Atos agressivos físicos ou verbais só são evitados com a união de diretores, professores, alunos e famílias

Renata Costa

Foto: Nino Andres
Foto: Nino Andres

Bullying é uma situação que se caracteriza por atos agressivos verbais ou físicos de maneira repetitiva por parte de um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo inglês refere-se ao verbo "ameaçar, intimidar".

Estão inclusos no bullying os apelidos pejorativos criados para humilhar os colegas. E, não adianta, todo ambiente escolar pode ter esse problema. "A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia), que estuda o problema há nove anos.

Segundo o médico, o papel da escola começa em admitir que é um local passível de bullying, informar professores e alunos sobre o que é e deixar claro que o estabelecimento não admitirá a prática - prevenir é o melhor remédio. O papel dos professores também é fundamental. "Há uma série de atividades que podem ser feitas em sala de aula para falar desse problema com os alunos. Pode ser tema de redação, de pesquisa, teatro etc. É só usar a criatividade para tratar do assunto", diz.

O papel do professor também passa por identificar os atores do bullying - agressores e vítimas. "O agressor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar onde tudo se revolve pela violência verbal ou física e ele reproduz o que vê no ambiente escolar", explica o especialista. Já a vítima costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. "Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir", afirma Lauro. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno reage, a tendência é que a provocação cesse.

Claro que não se pode banir as brincadeiras entre colegas no ambiente escolar. O que a escola precisa é distinguir o limiar entre uma piada aceitável e uma agressão. "Isso não é tão difícil como parece. Basta que o professor se coloque no lugar da vítima. O apelido é engraçado? Mas como eu me sentiria se fosse chamado assim?", orienta o médico. Ao perceber o bullying, o professor deve corrigir o aluno. E em casos de violência física, a escola deve tomar as medidas devidas, sempre envolvendo os pais.

O médico pediatra lembra que só a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um agressor. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida a menos que seja tratado", diz. Uma das peças fundamentais é que este jovem tenha exemplos a seguir de pessoas que não resolvam as situações com violência - e quem melhor que o professor para isso? No entanto, o mestre não pode tomar toda a responsabilidade para si. "Bullying só se resolve com o envolvimento de toda a escola - direção, docentes e alunos - e a família", afirma o pediatra.

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sachiko shinozaki de figueirêdo - Postado em 25/11/2009 11:18:37

Concordo com Paulo Rogério, o caso da UNIBAN é muito pior do que se noticia na mídia, é um caso de Bullying com aval de uma instituição universitária, com a concordância silenciosa dos professores e demais funcionários, que têm, por ofício da profissão, combatê-lo.

PAULO ROGERIO GOIS RODRIGUES - Postado em 09/11/2009 10:53:17

Tivemos uma representação muito evidente no caso da Estudante da UNIBAN que foi humilhada por centenas de estudantes. Esse é um exemplo claro que o controle zero do BULLYING praticado pelos agressores pode gerar uma reação em cadeia. No caso em questão o problema se agrava ainda mais quando vemos a Universidade expulsar a aluna agredida reforçando outros BULLYING na mesma instituição.

Marcia Elizabete da Silva - Postado em 11/10/2009 23:41:10

O tema apresentado merece uma atenção especial, devido a gravidade das consequências que pode trazer aos jovens e adolescentes. A matéria cumpre a sua função social quando aborda de forma clara, objetiva e sucinta, uma situação tão perigosa que a cada dia aparece com mais frequência em nossa sociedade.

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