Edição 226 | Outubro 2009
Agressões físicas e verbais, furtos, desobediência às normas e apelidos fazem parte do cotidiano de muitas escolas. Estudos indicam que um grande número de professores acaba dedicando cerca de 20 a 40% de seu tempo para resolver os problemas de relacionamento interpessoal que acontecem em sala de aula.
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Tais educadores revelam também certa desmotivação para o trabalho docente diante de um quadro que parece tomado pela indisciplina.
Esses mesmos educadores, se questionados, certamente diriam que a conquista da autonomia por seus alunos e da formação de pessoas respeitosas, éticas e solidárias é uma grande meta a alcançar por meio do trabalho escolar.
Contudo, embora desejem tais virtudes, na maioria das vezes não sabem como intervir em situações de conflito. Por certo, sua formação inicial não tratou de temas como o desenvolvimento da moralidade infantil. Essa deficiência na origem, intensificada pela ausência de formação continuada sobre o assunto, traz insegurança e desmotivação para a profissão de educador.
Como reverter esse quadro? Como, de fato, contribuir para que os tão sonhados objetivos sejam atingidos? Como intervir quando falta o respeito e a solidariedade? Como fazer para que os alunos vejam sentido na tarefa da escola de educar?
Neste espaço, a professora Ana Aragão, com a colaboração das professoras Telma Vinha e Luciene Tognetta, do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), vai debater essas questões com você até o próximo dia 20 de novembro. Para participar, basta clicar no link "Comente" (abaixo ou na coluna lateral direita) e deixar sua mensagem.
Maria da Glória B.C. Siqueira - Postado em 21/11/2009 04:00:06
Se a professora Ana Aragão um dia retornar a este espaço, gostaria que lesse este último comentário meu. Acredito, sinceramente, que a maioria dos "desabafos" que aqui escrevemos não foram feitos com a intenção de ofença pessoal. Principalmente dirigidos a uma profissional que se prontificou tão gentilmente a nos dar atenção. O fato é que nós, professores, não dispomos, atualmente, de nenhum canal de comunicação "com o mundo lá fora" para podermos gritar as nossas angústias. O que deveria, por definição, ser um fórum para o debate das questões relacionadas a indisciplina dentro das escolas, acabou transformando-se em ringue dos "caracteres desesperados". E é uma pena que tão poucos professores se dispuseram ou tiveram a oportunidade de utilizar este espaço. Todavia, se ainda restam alguns como nós, que ainda têm fôlego para lutar pela nossa profissão, é porque creio, também, que ainda valha a pena.
Ana Maria Lellis Krupelis - Postado em 20/11/2009 00:35:41
A matéria da capa 226 foi amplamente contestada, inclusive por mim mesma, mas no número seguinte da revista, vocês só publicaram os comentários favoráveis. Pareceu ser de mães de filhos indisciplinados, que não participam e nem cobram empenho deles ou até os "despejam" na escola. Também de supostos profissionais com visão distorcida do que tantos professores passam, sem experiência nessa realidade, mas achando-se capazes de julgar. A revista é sua e escolhem o que preferem, mas essa foi uma atitude prepotente e nem um pouco democrática. Creio que seu conceito poderá cair perante os que realmente sofrem com a questão. Meus filhos foram orientados a levar a escola a sério e não deram trabalho. A minha caçula é ótima professora, tem várias salas com 40 alunos, dos quais uns três ficam querendo atrapalhar a aula. Será que ela deveria desprezar 37 educados, para fazer o que os pais dos outros não fizeram? Sabiam que os malcomportados geralmente estão lá porque passam de ano com a presença apenas? Se vocês se acham em condições de orientar, dêem valor às opiniões contrárias também e não tentem fazer engolirem as suas. Desculpe, mas é assim: com respeito.
Ana Maria Aragão Sadalla - Postado em 19/11/2009 17:37:18
Caros Leitores, Estivemos juntos, neste espaço por quase um mês, quando eu tive oportunidade de ler coisas muito interessantes e provocadoras sobre a temática de indisciplina. Busquei, na medida do possível (e com os limites que tenho), responder a todos os comentários, sem exceção. Espero que vocês tenham gostado das conversas, pois eu a-do-rei!! Agradeço especialmente aqueles comentários que nos fizeram avaliar princípios e práticas de trabalho. Espero encontrá-los em breve por aqui ou em outros espaços de conversa que a Revista disponibilizar. De qualquer forma, estamos à disposição pelo nosso email. Sempre. Um abraço a todos, Ana Aragão